sexta-feira, 21 de março de 2014

CURSO : TEA - METÓDO TEACH - AMA-DF



Algumas das intervenções mais bem sucedidas que enfocam o aumento de independência de habilidades enfatizam a mudança no controle do estímulo através do gerenciamento por adultos (apoio da equipe de profissionais, por exemplo) durante instrução para um estímulo alternativo. O estímulo alternativo por sua vez fornece dicas e informações relacionadas ao que é esperado de tarefas acadêmicas, comportamento e/ou habilidades sociais. Essa mudança de controle de estímulo é crucial para o aumento da independência de alunos com TEA em diversos contextos. 
Intervenções com Automonitoramento Intervenções de autogestão vêm demonstrando eficácia para aumentar a independência de indivíduos com TEA. Diversos elementos podem compô-la: autoavaliação, autoinstrução, autorreforçamento e automonitoramento, no entanto vamos nos deter no último elemento. Nas intervenções com automonitoramento o indivíduo com TEA é ensinado a discriminar e registrar a ocorrência ou não de um comportamento específico.
Esse procedimento aumenta a independência de tais indivíduos, pois eles se tornam agentes da intervenção ao invés do educador ou outro adulto. 
Podem-se estruturar as intervenções com automonitoramento para aumentar a incidência de um comportamento desejado ou diminuir a incidência de um comportamento-problema. Intervenções com Modelação com Vídeo. Essa intervenção pode ser utilizada para ensinar habilidades usando o mínimo de dicas e interação com adultos. 

Primeiro o interventor escolhe quais as habilidades a serem focadas, que a pessoa com TEA precisa aprender. Depois, um modelo desempenha a habilidade focada enquanto é gravado. Profissionais ou outras pessoas na mesma faixa etária podem ser modelos, ou mesmo a própria pessoa com TEA (automodelação com vídeo nesse caso a pessoa com TEA é gravada enquanto desempenha habilidades ou papéis em um cenário ou no contexto natural, e, depois, as dicas e instruções podem ser editadas para que não apareçam no vídeo, de forma que na gravação em si, apareça só a pessoa com TEA desempenhando a habilidade independentemente). Quando os vídeos estiverem prontos, a pessoa com autismo pode assisti-los sozinha e quantas vezes forem necessárias para que ela adquira a habilidade. Após ter feito isso, ela tem a oportunidade de imitar a habilidade observada no vídeo em contextos cotidianos. Áreas de Trabalho Independente As áreas de trabalho independente são um elemento de ensino estruturado desenvolvido pelo método TEACCH (Treatment and Education of Autistic and related Communication handicapped CHildren?Tratamento e educação para crianças com autismo e com distúrbios correlatos da comunicação) que enfatiza dicas e apoio visual e tem como objetivo aumentar e maximizar o funcionamento independente e reduzir a corrente necessidade de correção e apoio do educador. A área de trabalho independente pode ser definida comoum espaço visualmente organizado onde alunos praticam habilidades que foram previamente dominadas independentemente sob supervisão direta de um adulto.

Fonte: Mariana Serrajordia Lopes e Rebeca Costa e Silva.


Nenhum comentário:

Postar um comentário